Umidade Relativa x Par Psicrométrico: não tem comparação


A safra 2003/2004 veio consolidar o uso do sensor de umidade relativa, o qual já vinha sendo utilizado em safras anteriores. Nesta safra, o novo sensor foi amplamente utilizado, sendo fruto do investimento em pesquisa e desenvolvimento da BE1 para melhorar o controle de cura em estufas de fumo.
Após o término da safra e já com a totalidade do fumo curado, o que se comprova é a total eficiência do novo processo, com significativa melhoria de resultados na cura, sem os erros e demais incoveniências de se utilizar os antigos sensores de bulbo seco e bulbo úmido.
Estudos realizados pela BE1, acompanhando o data-logger (registrador de dados) presente em seus equipamentos, levantaram ainda mais subsídios de quanto o antigo sensor de bulbo úmido com pavio de algodão induz a erros práticos no acompanhamento da cura pelo produtor, assim como ao mesmo tempo, mostram o quanto pode-se aprimorar no controle das estufas utilizando o novo sensor de umidade relativa, melhorando a qualidade do fumo curado, inclusive em estufas convencionais.
Os ganhos que o sensoriamento de umidade relativa oferece são surpreendentes.

Breve resumo teórico:

Fazendo-se uma revisão teórica dos fundamentos de Umidade Relativa e Psicrometria, percebe-se logo algumas limitações do sistema convencional de par psicrométrico.

 

A Umidade Relativa é dada pela relação entre a pressão de vapor (pressão exercida pelo vapor de água) e a pressão de saturação de vapor, ou seja, Umidade Relativa é a relação entre a quantidade de umidade presente no ar e a quantidade de umidade que o mesmo ar poderia conter se estivesse saturado.
É dada pela seguinte fórmula matemática:

 
Analisando-se as fórmulas acima, principalmente a equação psicrométrica, percebe-se que para estas equações serem válidas, é necessária uma grande precisão na leitura de temperatura de bulbo úmido, além de variáveis como ventilação, pressão, condições do pavio, altura da água no reservatório e outras, influenciarem no cálculo da equação psicrométrica. Estas limitações são facilmente encontradas nas estufas de fumo.
Assim, em tempos passados buscava-se pela leitura de temperaturas de bulbo seco e bulbo úmido, estimar um par psicrométrico que melhor refletisse as condições desejadas para a estufa em cada momento da cura. Durante todo este tempo foram utilizados sensores de bulbo seco e bulbo úmido, porém, pelas várias deficiências apontadas neste documento, estes nunca conseguiram exprimir com precisão e velocidade de resposta adequadas às reais condições de umidade relativa da estufa. Pior que isto, através dos anos a medição da temperatura de bulbo úmido em separado, passou a ser entendida, na prática, como a "umidade" da estufa, o que leva a erros práticos no controle da mesma. Veja mais detalhes adiante neste artigo.
  Para fugir de todas estas variáveis e inconveniências, torna-se necessário obter o valor da umidade relativa da estufa de forma direta, sem cálculos intermediários e sem depender de um sistema complicado e vulnerável como o pavio de algodão e reservatório de água. Mesmo um sistema que calculasse a Umidade Relativa a partir dos valores do par bulbo seco/úmido, seria falho, pela imprecisão destas medições.
É aí que entra o papel do novo sensor de umidade relativa: expressando seu valor em termos percentuais (%) de 0 a 100%, sem influência das variações de temperatura, velocidade do ar, e principalmente, sem necessitar de reservatório de água e pavio de algodão.
Além disto, uma rápida velocidade de resposta e maior resolução de escala (mais divisões em comparação com a escala do sensor de bulbo úmido), o tornam ideal para o controle de umidade em estufas de cura de fumo.

Fonte: Informativo Produção e Tecnologia - Ano II - Maio de 2004.

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